Archive for março \28\UTC 2009

darkness

Que silêncio… De repente um vazio de certezas aterrisou por aqui. De olhos fechados vou tateando a vida, tentando me equilibrar nesse terreno novo, ainda desconhecido. Com medo de tropeçar (de novo), caminho a passos curtos e lentos. Vou esbarrando em coisas que eu não sei o que são. Porque não as vejo. E já não sei se foram meus olhos que se fecharam ou se, sem querer, entrei num quarto escuro, do qual não consigo sair agora porque desconheço onde fica a luz.

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dia de sorte!

 

   

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all I need

eu-queria-ser-amor-geisaEsse coração vazio parece não me pertencer. Faz de mim estrangeira da minha própria alma. Deixa a sensação incômoda de estar vivendo a vida de outro alguém. Não estou acostumada com esse vão, essa sala grande sem móveis, esse silêncio que faz tudo parecer tão maior. Esse coração que já teve tantos donos, agora se vê órfão do que mais precisa, do que mais quer, do que mais sabe fazer. O inverno está sendo longo e muito mais frio do que eu gostaria que fosse. E esse NADA me anula, me deixa neutra demais perante a vida. Quase me fazendo esquecer que eu sou tão capaz de recomeçar. O que me resta? Continuar acreditando que a vida, à sua maneira, está arquitetando tudo e preparando esse coração para receber o próximo amor. Porque eu não desisto e não canso de achar que viver só é pleno de sentido quando se pode, verdadeiramente, AMAR. 

eu quero a sorte de um amor tranquilo

Por mais que eu tente negar, por menor que seja meu esforço nesse sentido, e ainda que eu não viva em função disso, devo admitir pra mim mesma que, sim, eu estou è espera. Adoraria que a vida me presenteasse com a novidade de uma paixão. Dessas que nos tiram os pés do chão, mas ainda assim nos mantém atentos a cada detalhe da caminhada. Paixão que rouba um pouco do sono, do apetite, e nos preenche de uma luz que irradia por todos os poros. Sim, eu quero essa paixão, que se alimenta de sonhos e que faz a realidade mais doce. Paixão de verdade, inteira, entre duas pessoas que se assumem, se comprometem, se permitem. Paixão que cresce, cresce, cresce até se tornar coisa maior, bonita, vistosa, serena, e nos faz confrontar com o melhor e o pior de nós mesmos. Paixão que não tem prazo de validade, que não perece, que não se esvai na primeira briga. Paixão que resiste às decepções, que consegue manter um pouco da nossa lucidez para que possamos construir, no correr dos dias, um sentimento maior. Sentimento esse que nos faz ver as coisas como são e ainda assim gostar. Que nos mostra o outro sem máscara, sem metáforas, e ainda assim nos faz querê-lo. Eu quero uma paixão que se construa sobre solo firme, onde nem o vento, nem as tempestades, sejam fortes o bastante para fazer desabar. Eu quero uma paixão como há muito não vivo. Dessas que se tornam AMOR… Que se experimenta hoje e se deseja ter por todos os amanhãs.

 

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a seu tempo

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Você me perguntou ‘Por que não?’ e eu não soube responder… Vai ver foi a minha falta de coerência, que fez com que eu desse um passo torto. Ou, quem sabe, a minha inaptidão para escolher o que é mais certo, que vez ou outra dá as caras e me coloca em roubadas. Isso ou aquilo, pouco importa agora. O passado a gente não tem como mudar… Mas aí que a vida nos esbarra novamente e fica aquela pergunta cutucando minha cabeça: ‘Por que será?’ Uma nova chance, talvez? A oportunidade de escolher certo agora? Um teste para ver se eu aprendi o que precisava? Hum… Perguntas demais para poucas respostas que consigo ter. O jeito é viver. O tempo, inevitavelmente, acaba nos mostrando tudo que precisamos saber. Só cabe a nós estar de olhos, sentidos, coração, bem abertos… Mas agora eu tô!

um dia a menos

Tem dias em que a gente passa em branco pela vida. Dias em que não vemos ninguém, não ouvimos nenhuma voz, não recebemos carinho, não pensamos nos planos e em como torná-los reais, não nos comprometemos com nada a não ser com o direito de ficar à parte de tudo. Hoje foi um desses dias. Fiquei OUT. E agora, que estou querendo voltar pra realidade, ela parece que não quer papo comigo…

I guess

A vida nunca me poupou de nada. Eu, em contrapartida, nunca demonstrei medo do que ela pudesse me oferecer. Fomos sempre honestas uma com a outra. Ela, me mostrando tudo, como de fato é. Eu, fazendo incontáveis esforços para compreender. Nossa lealdade permitiu, desde sempre, dar minha cara a tapa, me atirar por inteiro, apostar todas as minhas fichas e pagar pra ver. Se isso me custa alguns arranhões? Com certeza. Se por conta dessa suposta coragem eu já sangrei, chorei e perdi o rumo? Várias vezes. Mas no meu entendimento não há outra maneira de viver que não essa. Estar vivo é estar sempre pronto pro inesperado. Afinal, querer se poupar da dor é se privar também da possibilidade de ser feliz. Não é?

 

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