Archive for dezembro \23\UTC 2008

tempo de renascer

Fim de ano bate aquela nostalgia…
Uma mistura de sensações boas, saudades doídas e novas esperanças.
Foi um ano bom? Foi sim.
Teve de tudo…
Realizações, despedidas, recomeços, apostas erradas, acertos inusitados, escolhas, perdas, reencontros, sorrisos e lágrimas.
Olhando pra trás dá pra sentir orgulho do que fui, embora sempre ache que poderia ter sido melhor.
Exigência virginiana de costume…
Mas agora é hora de virar a página.
Abrir espaço para os dias em branco que irei colorir com meus sonhos.
Uma prece cai bem, para agradecer tudo que aconteceu ou deixou de acontecer.
A gratidão, de certa forma, me coloca mais perto do que chamo de PAZ.
Para o próximo ano, que logo mais vai nascer, eu só quero saúde e estar de bem com quem eu quero tanto bem.
E que estejamos por perto. Porque o coração precisa se sentir acolhido.

Que 2009 venha com todas as suas promessas…
To de braços abertos pra felicidade!!!

 

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Se alguém procurar por mim, diga que fui pra Paris…

Há uma certa urgência em desfazer os laços, tirar a fantasia e a maquiagem, lavar a alma de todo o desaforo que ficou impregnado. Não há tempo a perder quando a vida nos arremessa contra o chão em pleno vôo. Gente esperta trata logo de desempoeirar os joelhos e seguir caminhando, ainda que o sangue escorra pelas canelas cansadas. E eis que lá vou eu para mais uma jornada, dessas que chamamos com carinho de recomeço. É tempo de administrar as decepções e recolorir o desbotado dos dias com o que sobrou de esperança no pincel. Mas há um amargo na boca, uma dissonância de sentimentos, um leve temor do que possa vir mais adiante… Fazer o quê? Rota de fuga não há. Atalhos, como sabemos, nem sempre nos levam aonde queremos chegar. O jeito é aceitar o desconforto e torcer por dias menos tumultuados. Pelo menos por enquanto esse é o preço. Esse é o legado que fica de quem nada além disso deixou…

You may say I’m a dreamer…

Porque existem sonhos que não morrem jamais… 

Mesmo depois de baleados, chicoteados, pisoteados, apunhalados, trucidados, cuspidos e jogados à beira da estrada.

Não morrem.

No máximo ficam encolhidos, fingindo-se de mortos.

Ao menor sopro de possibilidade, eles se levantam. Mais vivos do que nunca.

E aí a gente se dá conta de que não adianta negar… Eles estão lá e sempre vão estar.

Porque são nossos. Porque nós os criamos.

 

Sonhos não morrem.

Na melhor das hipóteses, tornam-se realidade.

E a vida o que é, senão nossa incansável esperança de que isso realmente aconteça?!

 

 

pode vir…

Eu sei quando a paixão faz ronda

Conheço e não é de hoje

Seus truques

Suas artimanhas

Sua maneira sutil

De vir se chegando

E tomando conta de mim

 

Eu sei que a paixão está por perto,

Quando perco o sono

A fome e a lucidez

Quando me vejo sorrindo

Ao dirigir pela cidade

Quando o mau-humor alheio

Não me contamina

Quando meus pensamentos

Não são mais meus

Se perdem

Se cruzam com outros

 

Eu não sou boba

Não to me fazendo de desentendida

Eu já te vi

Já sei que você ta aqui

Bem perto

Esperando a hora certa

Pra me dar o bote

Eu sei

Não pense que vou fugir

Ta me estranhando?

Desde quando eu tenho medo de você?

Esqueceu das tantas vezes que te recebi?

Não vai ser agora que vou fingir não te conhecer

Claro que não

Se eu ainda não te convidei pra entrar

É porque estou me permitindo

Viver sem pressa

Pelo menos dessa vez

Medo eu não tenho

Jamais vou deixar de te querer

Mas agora eu quero o direito

De experimentar cada momento

Na ordem que tem que ser

Sem atropelar

Sem querer o amanhã

Antes de viver hoje

 

Mas fique por perto

Daqui a pouco vai ser a hora

E eu vou te chamar baixinho

Pra dizer: pode vir me apaixonar!