quando chega Novembro é assim…

Você faz falta. De uma maneira que é impossível explicar. Com uma intensidade que não se pode medir. Você faz falta. E já faz tanto tempo… Passei os últimos anos pensando que a vida seria generosa e me daria a capacidade de amenizar essa saudade. Que nada. Conforme o tempo passa, esse vazio vai crescendo, crescendo e me mostrando que jamais haverá algo para preenchê-lo. Por mais serenas que sejam as lembranças que você deixou, há um vergão na alma que me machuca sempre que penso em como tudo acabou. Em como tudo perde o sentido quando alguém como você se vai, assim, de repente. E hoje, depois de tantos Novembros, mesmo sem querer, eu sofro… Sempre que me dou conta do que não foi vivido, do que ficou só nos planos, do que você não viu acontecer comigo, do que deixou de partilhar com a gente, do que ficou para um amanhã que nunca chegou… Você faz falta. A distância que aumenta a cada dia só consegue me provar o tamanho desse amor que sinto. E eu sei: não há separação que vá fazê-lo diminuir. Mas sabe que, mesmo com tanta tristeza, eu consegui enxergar coisas bonitas nisso tudo? Essas afinidades todas que nós temos e só há pouco eu descobri, porque quando você se foi eu ainda era aquela menininha… Esse muito de você que eu sei que tenho, e sinto tanto orgulho de ter… E, o que só nós três sabemos: os laços de sangue que nos mantém ainda, hoje e sempre, irmãos.

 

Quando chega Novembro é assim. Uma nuvem paira sobre a minha existência e tudo que sinto é um grande pesar. E embora eu esteja vivendo um momento tão bom, é Novembro. E isso significa que minha vida seria muito, muito, muito mais feliz e completa se você ainda estivesse por perto. Disso eu tenho certeza, embora de todo o resto eu saiba tão pouco…

 

Para Fau, meu irmão querido, que há 23 anos partiu, me fazendo entender tão precocemente o significado da palavra SAUDADE.

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One response to this post.

  1. Posted by José Ruy Gandra on fevereiro 19, 2012 at 4:13 pm

    Muito bonito e sensível o seu texto, Simone. Mas não pense na tristeza do que deixou de ser vivido, e sim celebre a dádiva que foram os anos em que viveram juntos. Beijo JRG

    Responder

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