Archive for outubro \29\UTC 2008

sonho de consumo

Ficar abraçada com o seu silêncio e sentir de novo aquela paz…

 

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moldura de granito

Saber-se avessa a tudo que não é novo...
É bom ou ruim? Pecado ou virtude? Vantagem ou problema psíquico?
A resposta eu não tenho.
Só sei que me dei conta, assim, num repente, que todas as novidades me animam.
Até quando penso em uma nova forma de lidar com tudo que já ficou velho pra mim.
Confuso demais?
Umpf. Eu também acho...

mais um horário de verão

E eu, aqui, tentando ajustar meus ponteiros...
A vida continua correndo. Vou, atrás dela, tentando me alcançar.
Fica a sensação de estar sempre atrasada, ou adiantada demais...

 

em pequenas doses

“Viver é exercitar todo dia
a sabedoria
de não se deixar morrer.”
 
“Eu tenho pressa
porque muita coisa
me interessa
e existe o medo
de não haver tempo
pra tanto.”
 
“Meus sorrisos são flores
que entrego às dores
que já vivi.”
 
“Não fossem os tombos que levei,
não poderia, eu sei,
ter aprendido a cair.”

quisera eu não entender

Teus silêncios me dizem muito mais que todas as suas palavras. 

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percepções e pé no chão

Às vezes eu choro... 
Pelo amor eterno que ainda não encontrei.
Pelos filhos que ainda não tive.
Pela família que ainda não formei.
Pela carreira de sucesso que ainda não construí.
Pelo salário justo que ainda não recebi.
Pelos elogios que ainda não ouvi.
Pelas palavras de apoio que ainda não me foram dadas.
Pelo reconhecimento que ainda não tive.
Pelo caminho bonito que ainda não percorri.
Pelo livro que ainda não publiquei.
Pelos sonhos todos que ainda não realizei.
Pelos planos que ainda não consegui tirar do papel.
Pelas grandes e pequenas promessas que ainda não cumpri.
Pelos momentos difíceis que ainda não digeri.
Pelas lições que a vida me deu e ainda não assimilei.
Pelas perdas inevitáveis que ainda não superei.
Pelos ‘se’, ‘talvez’, ‘um dia, quem sabe’ que ainda não aceitei.
Pela falta de sentido que ainda não compreendi.
Pelo excesso de cobranças que ainda não abandonei.
Pelas culpas imaginárias que ainda não larguei.
Pelos medos e angústias que ainda não deixei ir embora.
 
Às vezes eu choro...
Tanto e com tanta dor, que o ar se perde.
E eu me perco um tanto mais de mim.
 
Mas aí, quando paro de soluçar, a vida volta a se mostrar colorida.
E eu choro.

Choro, não pela falta ou por tudo que poderia ter acontecido e não aconteceu.
Choro a gratidão... Pela possibilidade de me refazer melhor e por saber que o tempo está aqui,
presente. Presente! Que eu quero poder desembrulhar um pouquinho por dia, até que chegue
o momento em que eu não precise mais chorar. Não porque tudo se realizou, mas porque
finalmente aprendi a dar valor ao que já é, e não sofrer mais pelo que ainda não...


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faça sua escolha!

“As vontades não passam. A gente é que escolhe: render-se a elas ou fingir que não existem…”